Corroendo de mansinho

um poema escrito no notepad do celular num dia triste…

Às vezes dá vontade
só de desligar
Parar de funcionar
Para, que para de incomodar.

É só uma vontade,
um desejo reprimido,
uma tristeza diminuída
no fundo do peito.

É um bicho enroladinho
que mastiga as beiradas,
abre as garras de mansinho,
espalhando no coração.
Vai pisando na alegria
e tapando a luz.
Vai comendo de pouquinho
o que levou tempo para o tempo levar.

De uma vez vira o balde,
escorre a lama na carcaça.
Bate até absorver.
Luta para infiltrar.

Pouco a pouco de momento,
começa a apagar
cada bom sentimento
até nada restar.

Imagem de: Glen Carrie

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