Minha flor

Um poema que escrevi em homenagem ao meu pai

Meu buquê foi ramalhete.
Nos seus ramos , seu presente
Mas flor não há de vingar em concreto
Então por decreto,
disfarçou de cimento todo sentimento

Um dia dele vingou semente
E em seu canteiro viu brotar um jardim inteiro
Flor de si não é jardineiro e logo, como espinheiro, cobriu seu corpo inteiro.

No jardim tinha uma abelhinha, que ali fez moradia com uma passarinha.

Flor com espinho dói
Ferrão e bico furam
Mas com insistência destrói ou cura.

Com mel e canto se abriu,
E então descobriu: “é para ser flor que nasci”.

Ao desabrochar, fez a abelha voltar,
O sol nele bateu e sua cor apareceu
Veio o passarinho a cantar.

A flor se multiplicou e mais cor encontrou.
Quando de lágrima bebe, um buquê aparece

É assim na natureza, a emoção é sua beleza,

abelha e ave com certeza nesse campo buscam pólen e um ninho para voltar.

Crédito da imagem: Papaver rhoeas@papaver_rhoeas

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