Vamos dançar

Poema em homenagem à minha avó paterna, Eliza, que morreu em outubro de 2022. Foi escrito durante o velório.

Ela estava dormindo.
Na roupa do baile,
Ela pega sua rosa
Coloca na cabeça e dá uma pirueta

Espoleta e sorrindo,
Dançando com as flores que colocaram no chão
Subindo bailando, do alto xingando:
“por que está todo mundo chorando?”

A música inicia.
“Que triste, desliga!”
Ela quer uma batida.
Coloca um rock, dá a partida
Ela quem soube aproveitar a vida.

Os filhos ela deixa, mas não sem uma deixa:
“Traz logo uma cerveja
Que eu vou por meu batom cereja.
Continuem a dançar!
Deixem a música rolar!
Vocês dançam daí,
Que eu danço de cá”

Crédito da foto: Maksym Kaharlytskyi

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