A mulher vagalume brilha para mim. Quer dizer, às vezes, sim.
Quando não estão olhando, chama atenção – em bioluminescência ou apagada no chão.
Sua alegria é contagiante, porém um tanto itinerante. Sua direção é inconstante.
Não quer acasalar, seu objetivo é encantar. Mas se ousar se aproximar, talvez vá se afastar.
De cintilação intermitente, tem uma beleza aparente.
Não anda em bando, não quer competição. Só procura admiração.
Vê-la é como um respiro de vida. Todo mundo quer ser sua amiga.
Cuidado no ambiente que a quer cultivar, uma luz mais forte a pode anular.
Com seu brilho vai se conectar, mas não sabemos quanto vai durar.
Olhe, sem tocar, e se quiser manter a ética, por favor, não a chame de histérica.

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