Categoria: Prosas poéticas e pensamentos
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Carta aberta para minha avó

Redigido no momento que eu soube de seu falecimento. Minha avó nunca deixou de acenar até o carro desaparecer.Quando eu era criança, ela cantava ópera na casa, mesmo não tendo treinamento. Era uma soprano com agudos lindos! Corria atrás dos bichos e resgatava todos os animais de rua que encontrava.Cuidava de mim a tarde inteira,…
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Lufadas de gente

Algumas pessoas conseguem estar em todos os lugares sem estar em lugar algum. “Estar” para elas é parar e entrar em contato com algo que não se quer ver sem nunca perceber que não há o que temer pois ali não há nada além do vazio. Porém é igualmente ameaçador ser perseguido pelo invisível, por…
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A dor para quem olha

Não há dor mais densa do que a presença de uma alma surda, aquela que se faz presente sem a sua anuência, que ataca não a dor, mas o ser, dizendo “não há dor”. Talvez não haja mesmo, pois não a tem, ela é agente mais ativo que o sujeito, talvez esteja e seja. De…
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O aniversário de 88 anos da minha avó

Não importa quanto tempo eu tente passar com você para enganar o tempo. Faz tempo que falta tempo no nosso tempo. Eu digo a ela que a amo, mas nenhuma palavra consegue simbolizar o quanto. Resolvi falar a todo momento, mas também não fez efeito. As velas aumentam e a cada aniversário ameaçam apagar a…
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Nostalgia: fantasia de lembranças encobridoras?

Texto incompleto. Rascunho feito no Docs. A nostalgia é uma mera fantasia fruto de uma lembrança encobridora? Éramos realmente mais felizes no passado, conforme aquele seu texto batido sobre como brincava na rua e não tinha celular? O que você sente falta é do programa de TV antigo ou da emoção que ele trazia? Do…
